LOGOPROFERT01

INFORMATIVO PROFERT – VOLUME 1 – NÚMERO 1

REPRODUÇAO ASSISTIDA NO CONSULTORIO


Introdução

Mesmo após a criação de inúmeros centros de medicina reprodutiva, a maioria das pacientes recorre ao seu ginecologista para a investigação e tratamento da infertilidade conjugal. Ainda que a mídia exerça forte influência no critério de escolha do especialista em reprodução assistida, a mulher procura a solução com o profissional que a acompanha, muitas vezes desde a adolescência. São laços afetivos muito fortes que a paciente gostaria de manter, pois a dificuldade para engravidar constitui uma situação geradora de angústia, ansiedade e, não raro, estados melancólicos. O fato de ela contar com a condução ou acompanhamento do seu ginecologista no evolver da investigação e tratamento da infertilidade lhe propicia uma fonte de conforto e segurança.

Isso significa que o ginecologista deve estar apto a realizar pesquisa básica do casal e fazer procedimentos terapêuticos de baixa complexidade no seu consultório. Se preferir, deve associar-se a um centro de medicina reprodutiva, para encaminhar o casal e acompanhar a sua evolução. Essa dinâmica permite ao ginecologista manter o vínculo e, nos casos bem sucedidos, realizar o atendimento obstétrico.

Creio que a abordagem objetiva dos fluxogramas de investigação básica e dos tratamentos de baixa complexidade pode propiciar ao tocoginecologista as ferramentas essenciais para a resolução da infertilidade do casal. Todavia, o médico deve ter em mente o limite crítico para encaminhá-lo ao centro de medicina reprodutiva de sua confiança;

Sobretudo no caso de mulheres com mais de 35 anos, marco inicial do declínio germinativo dos ovários.

Quero ter o privilégio de encaminhar-lhe seis comunicações com periodicidade semanal, com a seguinte programação:

 

  1. Investigação básica do casal infértil

  2. Avaliação da reserva ovariana na prática

  3. Estimulação ovariana no consultório

  4. Indução ovulatória nos estados hiperandrogênicos

  5. Indicações, técnica e resultados de inseminação terapêutica

  6. Quando encaminhar o casal para fertilização in vitro

     

Um grande abraço,
Prof. Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira
Diretor Clínico da Profert

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